SUPERANDO EXPECTATIVAS

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Como disse em meu conto anterior (“Saudades não tem idade”), o rompimento da barreira dos sessenta anos não provocou em mim, pelo menos até o presente momento, qualquer espécie de restrição de ordem física; continuo correndo meus cinco quilômetros, três ou quatro vezes por dia, e me masturbando sempre que não rola uma oportunidade de praticar o melhor esporte de todos: o sexo!

Creio que, sob este aspecto, o mais importante a considerar refere-se à substituição do vigor pela experiência, vez que, na minha idade, mesmo com vigor renovado com alguma ajuda química, a experiência de macho carinhoso e sempre atento aos detalhes, contribui muito mais para um resultado que seja satisfatório para o casal, na cama, ou mesmo fora dela.

E esse meu dogma pessoal foi objeto de uma experiência recente que, além de surpreendente, mostrou-se muito proveitosa. E tudo começou de modo displicente, sem intenções ocultas por palavras ou expressões de duplo sentido. Eu estava em um shopping aqui da capital, e decidira perambular pelos corredores, já que era um fim de tarde em que eu nada tinha a fazer e esperava pela chamada de minha esposa, com quem me encontraria mais tarde.

Entediado de apenas ver vitrines e mais vitrines, até que decidi entrar em uma loja de grife para ver algumas camisetas mais de perto; estava lá, absorto em minha procura sem objetivo, quando ouvi uma voz suave perguntar se eu havia gostado de alguma coisa. Olhei para o lado e fui golpeado pela linda visão de uma jovem negra, cuja beleza era, simplesmente, estonteante.

Tinha olhos levemente puxados, cujo brilho era encantador; seus lábios eram tão perfeitos e exuberantes, que pareciam um eterno convite a beijos insaciáveis, que apenas cessariam se ela assim o desejasse. Os cabelos encaracolados ornavam seu rosto, concedendo-lhe uma expressão de beleza muito mais etérea que mundana. E enquanto eu ainda apreciava em meus ouvidos sua voz doce e suave, meus olhos examinavam o corpo da dona, cuja sinuosidade desafiava o mais acurado escultor, com curvas perfeitas e formas generosas.

Seus seios fartos e firmes teimavam e saltar para fora da blusa, cujo decote era o convite à lascívia, deixando qualquer macho de pau duro e mente turvada pelo tesão! E eu poderia continuar ali, apenas observando aquela jovem linda, que não deveria ter mais que vinte ou vinte e dois anos, não fosse sua insistência por uma resposta à pergunta anteriormente formulada.

-Oi, não …, nada em especial! – respondi, tentando buscar alguma compostura perante a bela jovem.

-Compreendo – ela respondeu gentilmente – Mas, se algo lhe interessar, meu nome é Kalifa …

-Hum, Kalifa – devolvi com um sorriso – que significa “Brilhante” em Suaíli? Você sabia disso?

-Não, mas achei lindo! – ela respondeu abrindo um sorriso afetuoso – Você é bem inteligente, hein …

-Obrigado! – respondi – É preciso compensar a velhice com experiência …

-Mas, quem disse que você é velho? – ela questionou com uma expressão de dúvida.

-Ninguém disse – respondi – apenas é uma constatação.

Nesse momento, notei que Kalifa tinha no dorso da não direita uma linda tatuagem, o que incitou minha curiosidade. Imediatamente, perguntei-lhe o que significava, e ela, percebendo que eu me interessara, explicou que se tratava de uma mandala, cujo desenho lhe fora dado por uma amiga. Na sequência, entabulamos uma deliciosa conversa sobre a “arte cutânea”, e Kalifa ficou deslumbrada ao saber que eu tinha sessenta por cento do corpo tatuado.

-E todas tem um significado? – quis saber a certa altura.

Respondi que sim, e Kalifa não escondeu a curiosidade em saber o significado de cada uma; brinquei que precisaríamos de uma tarde inteira para que eu pudesse detalhar cada uma delas.

-E mesmo sendo casado, você teria uma tarde para me contar sobre elas? – perguntou a jovem com um olhar que me pareceu muito insinuante.

-Se você estiver disposta a perder uma tarde com um sessentão, certamente que eu arrumaria tempo para isso! – respondi sem hesitação.

No mesmo momento, Kalifa sacou um cartão do bolso de sua calça jeans, escreveu algo no verso e me estendeu com mais um sorriso lindo.

-Então – ela disse, enquanto eu tomava o cartão entre seus dedos – Fiquei curiosa …, se puder me liga …

-Mas, você perderia uma tarde com um velhote safado e tatuado? – perguntei sem rodeios.

-Apenas se ele for bem safado! – ela respondeu com um sorriso maroto – Ai sim, tudo pode valer a pena!

Meu celular tocou e eu percebi que aquela conversa chegara ao fim. Fui embora, depois de me despedir de Kalifa, cujo olhar parecia, realmente, um convite lascivo, pensando se ela, de fato, estava interessada em mim, ou se fora apenas um flerte. De qualquer maneira, eu só tinha um jeito de descobrir …, era arriscando com uma garota que tinha, mais ou menos um terço da minha idade!

O cartão de Kalifa ficou em minha carteira por algum tempo, enquanto eu pensava em uma maneira de encontrá-la e passar algumas horas com ela; e como costumo acreditar, quando você quer muito alguma coisa, o universo conspira em seu favor …, e foi isso que aconteceu!

Passadas duas semanas, eu tinha um compromisso que tomaria a manhã por completo, mas, disse à minha mulher que o compromisso em questão se prolongaria pelo resto do dia. Livre, leve e solto, liguei para Kalifa. Era uma quinta-feira, por volta das nove da manhã, e ela, ao reconhecer minha voz, ficou esfuziante com a ligação. Depois de um papo rapidíssimo, perguntei-lhe se tinha a manhã ou a tarde livres para nos encontrarmos.

-Depois das treze horas, sou toda sua! – respondeu ela, taxativamente.

Combinamos, então, que eu a pegaria no estacionamento do shopping, ao que ela assentiu de imediato. Tratei de algumas coisas no escritório, e após um lanche rápido, acompanhado do meu reforço químico, peguei o carro e rumei para ter uma tarde cheia de surpresas com a linda Kalifa. E ela estava no lugar marcado a minha espera. Sempre alegre e sorridente, Kalifa estava usando uma camiseta regata de malha, cuja justeza acentuava ainda mais seu busto deliciosamente proeminente, e também uma calça jeans que realçava suas formas exuberantes.

Ela entrou no carro e, imediatamente, envolveu-me com seus braços, deixando que seus lábios encontrassem com os meus, selando um beijo quente, molhado e muito promissor. Puxei-a para mim, sentindo o calor de seu corpo jovial, e me deliciando com um beijo prolongado por mãos abusadas. A firmeza do corpo daquela garota me impressionava, assim como seu arrojo com um homem que tinha três vezes a sua idade.

Quando, finalmente, nos desvencilhamos a muito custo, foi ela que tomou a iniciativa de perguntar: “Para onde vamos, meu querido?”.

-Não consigo pensarem outro lugar que não seja para um quarto de motel! – respondi com determinação.

-Então, o que estamos esperando! – ela questionou em tom convidativo.

Arranquei com o carro, seguindo para o motel mais próximo. E como não tenho prática nem preparo, parei no primeiro que encontrei. Achei curioso o olhar da atendente, uma garota também muito jovem, que insinuava um certo desdém com relação a nós. Preferi ignorar, pois a tarde prometia …, e prometia muito! E mal estacionei o carro, e Kalifa veio em minha direção, atirando-se em meus braços e pedindo para ser beijada. Foram vários beijos, antes mesmo que eu fechasse o portão automático da garagem da suíte.

Saímos do carro, e aos trancos e barrancos, chegamos até a porta da suíte; kalifa já tinha segurado meu pau duro por cima da calça e apertava-o com sofreguidão, deliciando-se com as dimensões que segundo ela eram “ideais”. Quando entramos na suíte, ela não perdeu tempo e começou a me despir quase beirando o descontrole. Me vendo nu, seus olhos faiscaram. “Tesão de gordinho!”, ela sussurrou. Achei lindo aquele comentário.

Kalifa não esperou por minha intervenção, despindo-se com a mesma agilidade com que fizera comigo, exibindo seu corpo sinuoso e exuberante; meu corpo todo tremelicou ao ver a beleza das formas da jovem insinuante. Seus seios eram, simplesmente, lindos, perfeitos em forma e volume, com mamilos levemente achatados e intumescidos coroados por aureolas largas e parecendo rosas protuberantes com vida própria.

Não perdi tempo e ataquei aqueles peitos, segurando-os em minhas mãos e chupando cada um dos mamilos, ao inebriante som dos gemidos de Kalifa, que jogava a cabeça para trás com as mãos acariciando minha cabeça e me incentivando a prosseguir na carícia de seus peitos suculentos. Mamei gostoso naqueles peitos perfeitos e de uma firmeza incrível.

Todavia, Kalifa não queria mais perder tempo; ela me empurrou, jogando-se sobre a cama e abrindo suas pernas, enquanto esfregava sua grutinha que brilhava com a umidade que dela vertia.

-Vem, seu tesudo! – ela pediu em tom de súplica – Vem me foder que eu não aguento mais! Quero essa rola dentro de mim!

Imediatamente, joguei-me sobre ela, que, por sua vez, segurou a rola com uma das mãos conduzindo-a na direção de sua vagina, enquanto respirava arquejante. Deixei que a natureza seguisse seu curso, e a rola escorregou para dentro de Kalifa, ajustando-se como uma luva. Iniciei movimentos pélvicos, enterrando e sacando a rola de dentro de minha parceira que parecia em transe, gemendo e suspirando, enquanto suas mãos ora apertavam minha cintura, ora seguravam firmemente em meus ombros.

Kalifa estava tão excitada que num átimo gozou caudalosamente, desvelando um rosário de gozos comemorados com gritinhos, suspiros e gemidos cuja suavidade me enchiam de tesão. Fodemos gostoso, esquecendo tempo e espaço, saboreando cada minuto, cada gemido, cada gozo intenso como se fosse apenas o primeiro.

-Nossa! Que macho é esse! – exclamou Kalifa, com voz arquejante – Você é mesmo insaciável, né? Tesão de macho!

-Tenho muito mais para você, minha linda! – correspondi, diminuindo a intensidade dos movimentos – Mas, se quiser uma pausa …, é só pedir.

-Querer eu não quero! – ela respondeu taxativa – Mas, jamais pensei que você fosse esse macho de respeito …, vamos descansar? Fumar um cigarro?

-Ótima ideia! – respondi, saindo de cima dela para que pudéssemos nos recompor minimamente.

Enquanto fumávamos, Kalifa ficou curiosa e intrigada com minhas tatuagens e quis saber o significado de cada uma; contei-lhe detalhadamente, e, ao final quis saber da outra que ela tinha nas costas e que simbolizava as asas da deusa Ísis. Ela me confidenciou que tinha feito aquele desenho para jamais esquecer do poder e da sensualidade da mulher …, elogiei o desenho e o seu significado.

Contou-me ainda que estava noiva, mas que seu parceiro era ruim de cama, e que isso a impelia a procurar prazer fora da relação; respondi que a compreendia perfeitamente, já que, sendo casado, também fazia o mesmo. Ela se surpreendeu com minha afirmação.

-Mas, como isso é possível? – questionou ela, intrigada e surpresa – Com um homem como você, qualquer mulher sente-se desejada e muito bem comida!

Agradeci o comentário elogioso, e respondi que isso fazia parte do jogo da vida. “Bem, já que você disse isso, deixa eu te aproveitar um pouco mais!”, ela disse, enquanto apagava o cigarro e subia sobre mim …, com uma incrível habilidade, ela manuseou minha pica, deixando-a ainda mais dura do que já estava, e sentando sobre ela lentamente, como se usufruísse o momento de maneira única.

Em breve, Kalifa estava me cavalgando sofregamente, subindo e descendo sobre a rola cada vez mais rápido e profundo. Ela realmente adorava trepar assim como eu, e sabe aquele instante em que a fêmea te domina por completo, nos movimentos de Kalifa eu usufruía de tal sensação, segurando-a, ora pela cintura, ora sustentando seus peitos em minhas mãos, possuindo e sendo possuído com um furor único!

-Ai, que delícia! – exclamava Kalifa com voz ofegante entre um e outro gozo intenso – Queria que meu noivo fosse assim …, fogoso …, intenso …

As palavras de Kalifa me deixavam ainda mais excitado, sentindo estertores percorrem todo o meu corpo, em uma explosão plena de excitação que me bastava sentir, num prenúncio do orgasmo perfeito. E minha parceira, mais uma vez, gozou o quanto quis, usando e abusando do meu pau e da minha virilidade.

Novamente, foi ela quem pediu um intervalo, que eu não pude negar, já que quanto mais eu prolongasse aquela tarde, mais sabor eu teria para guardar. Tomamos um refrigerante e compartilhamos um cigarro. Kalifa pousou sua cabeça sobre o meu peito e lamuriou-se tomando-me como seu confidente.

-Será que no fim das contas, meu casamento será assim? – ela perguntou com voz entristecida.

-Olhe, minha querida – respondi em tom quase paternal – Procure ser feliz …, isso é o que importa …, se esse relacionamento não te completa …, apenas procure ser feliz, com ou sem ele!

Kalifa levantou o rosto e me encarou com um sorriso terno, e depois voltou a pousar sua cabeça sobre o meu peito.

-Se eu te pedir uma coisa ... – ela sussurrou com hesitação – você faria pra mim?

-Se estiver ao meu alcance – respondi, acariciando seus cabelos – Claro que faço.

-Você me come – ela pediu com voz miúda – Digo, você come meu cu?

Tomado de surpresa, por alguns segundos, fiquei sem ação, mas, recobrando-me do choque inicial, respondi:

-Se for para te dar prazer …, claro que sim …

-Então, vem, tesudo! – ela disse, saltando sobre a cama, com um sorriso brilhante – Adoro ser enrabada …, mas, meu noivo sequer pensa nisso …, e ele nem mesmo sabe que já não sou mais virgem em todos os meus buracos!

Kalifa ficou de quatro sobre a cama, apoiando sua cabeça sobre o travesseiro, abrindo as pernas e puxando as nádegas com as próprias mãos. Entretanto, eu lhe disse que a rola precisava ser lubrificada …, ela se voltou para mim, deu um sorriso bem maroto, e engatinhou até que sua boca alcançasse minha rola, que ela chupou com sofreguidão.

Com a peça devidamente babada, Kalifa retornou à posição anterior e pôs-se a esperar por mim. Eu me aproximei e apoiando-me sobre ela, segurei a rola e apontei-a na direção do alvo; com a primeira estocada, a glande invadiu o buraquinho de Kalifa, que gemeu de tesão, rebolando e pedindo mais. “Enfia tudo!”, ela disse.

Fui enfiando a rola lentamente, ao sabor dos gemidos lânguidos de minha parceira que apreciava ser enrabada com a mesma intensidade com que trepava; ao sentir minhas bolas roçando a pele no vale entre as nádegas, dei início as estocadas vigorosas e longas, para que ela sentisse todo a energia do tesão que enrabá-la me proporcionava.

Kalifa entendia bem do riscado, rebolando e empinando sua bunda sempre no momento certo, de tal maneira, que aproveitando o ritmo, ela logo gozou pela primeira vez naquela posição, gemendo e dando gritinhos de tesão. Esforcei-me em intensificar as estocadas, proporcionando à minha parceira uma sequência de gozos vigorosos, que ela também comemorou efusivamente.

-Puta que pariu! – vociferou ela, com voz ofegante – Que macho é esse! Que pica é essa! Você é demais, hein?

-Sou demais, porque estou em excelente companhia! – respondi, estocando com mais força.

Prosseguimos fodendo gostoso, com Kalifa gozando como louca, principalmente depois que eu me inclinei sobre ela, tateando sua boceta para aplicar-lhe um dedilhado bem trabalhado. Ela já não se cabia mais em si, imersa em sua própria seiva que vertia copiosamente, deixando-a em pleno êxtase.

Percebendo que meu limite estava próximo, avisei minha parceira do triste anúncio do fim de nossa foda insana. “Quero que você goze na minha boca!”, ela exigiu, sem diminuir o ritmo de seus movimentos. “Quero sentir essa porra quente na minha garganta”, insistiu ela, me deixando sem alternativa, senão atender à sua exigência.

Saquei a rola do traseiro de Kalifa que, com incrível agilidade, deitou embaixo de mim, puxando a rola na direção de sua boca, enquanto terminava o “serviço” com as mãos. Urrei ao sentir o gozo verter intensamente; ejaculei com violência, de tal modo que os jatos de sêmen lambuzaram o rosto e o peito de minha parceira.

Kalifa deliciava-se com o banho de porra que recebera, e ainda cuidou de lamber a rola deixando-a limpinha. Como estávamos no limite de nossos corpos, aproveitamos para descansar. Na verdade, eu estava derrotado, mas se minha parceira quisesse uma revanche, bem que eu toparia.

Tomamos banho, e depois de nos vestirmos, nos preparamos para partir.

-Olhe, gato – disse ela, enquanto terminávamos de nos vestir – Você superou minhas expectativas, sabia?

-É mesmo? – exultei curioso – Porque você diz isso?

-Você ainda pergunta porquê! – ela retrucou com um sorriso – Achei que você seria uma trepada casual …, mas, o que encontrei foi uma foda fantástica, além de uma palavra amiga …, tudo no mesmo homem! Você é incrível, amor! Obrigado!

-Obrigado você, minha linda! – agradeci meio sem jeito – Você também superou minhas expectativas, já que achei que eras muita areia pro meu caminhãozinho!

Rimos a solta, enquanto saíamos do quarto. Deixei Kalifa próxima do shopping, já que foi assim que ela combinou …, trocamos beijos, e enquanto eu a via caminhar na direção do ponto de táxi, pensei que mesmo que jamais a reencontrasse, a experiência daquela tarde ficaria gravada em minha mente pelo resto da vida.

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